13 de janeiro de 2018 às 15:19

Campeão russo é acusado de racismo após brincadeira com brasileiros

Atual campeão russo, o Spartak Moscou se envolveu em polêmica neste sábado (13) em suas redes sociais e teve de apagar uma postagem no Twitter após forte reação do público.

Atual campeão russo, o Spartak Moscou se envolveu em polêmica neste sábado (13) em suas redes sociais e teve de apagar uma postagem no Twitter após forte reação do público.

Na postagem, é exibido um vídeos dos brasileiros Fernando, Luis Adriano e Pedro Rocha fazendo exercícios sob um forte sol na intertemporada do clube nos Emirados Árabes Unidos com a seguinte frase em russo: "Vejam como chocolate derrete no sol".

No vídeo, a pessoa responsável pela filmagem ainda fala disso com os três brasileiros, que são negros, e recebe um sinal de positivo de Luiz Adriano.

Após a publicação, mais de 300 mensagens foram enviadas ao perfil do clube russo reclamando de racismo. Alguns usuários pediram punição da Fifa e da Uefa. Outros falaram que esta era a imagem passada pelo país que vai receber a próxima Copa do Mundo.

Diante da repercussão negativa em todo o planeta, o Spartak apagou a postagem e publicou um vídeo de Fernando negando haver racismo no clube. Ele fala em russo.

"No Spartak não há racismo. Somos uma família unida", disse o volante que já defendeu a seleção brasileira.

racismo

Depois, o clube publicou uma foto dos jogadores brasileiros com o companheiro russo Georgi Djikiia reforçando que o Spartak é uma família.

spartak

Em uma outra postagem, Djikiia e os três brasileiros aparecem em um vídeo juntos.

Djikiia diz: "Na nossa equipe não existe racismo. Somos todos irmãos, todos uma família".

Luiz Adriano responde: "Meu irmão, meu amigo. Você é uma lenda do Spartak. Eu te amo, meu amigo".

Depois, o atacante recebe um beijo do companheiro russo.

vídeo

No ano passado, durante a final da Supercopa da Rússia, contra o Lokomotiv Moscou, torcedores do Spartak proferiram cantos racistas contra o goleiro brasileiro Guilherme Marinato, que é naturalizado russo e defende a equipe rival e a seleção local.

"Banana, banana mama. Para que diabos a seleção russa precisa de um macaco?".

O racismo é uma preocupação das autoridades russas e da Fifa para a Copa do Mundo, que começa em 14 de junho. Para combater o problema, a federação russa nomeou o ex-jogador Alexei Smertin como um supervisor para reportar problemas e punir os infratores.

No ano passado, em um desfile ocorrido em Sochi antes da Copa das Confederações, camaroneses foram retratados por russo com o rosto pintado de preto. Um deles, tinha um cacho de banana no pescoço.

A Fifa já informou que na Copa do Mundo, árbitros terão o poder de paralisar as partidas caso haja algum problema de racismo.

Fonte: FOLHA

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