30 de janeiro de 2018 às 06:52

Programa Municipal de Controle da Hanseníase alerta sobre a doença

Sorocaba registrou seis novos casos no mês da campanha conhecida como “Janeiro Roxo”, quando é lembrado o Dia Mundial

Uma doença pouco lembrada na sociedade, mas que merece total atenção para que o diagnóstico não seja tardio e não traga sequelas. Para isso, Sorocaba conta com o Programa Municipal de Controle da Hanseníase que realiza o tratamento de 105 pessoas na cidade. Municipalizado no ano de 1.999, o ambulatório da doença fica situado na estrutura predial da Policlínica Municipal de Especialidades “Edward Maluf”.

No dia 29 de janeiro é comemorado o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, o Brasil é o segundo país com maior número de casos no mundo, ficando atrás apenas da Índia. Anualmente são registrados aproximadamente 30 mil casos por ano em nosso país.

Em Sorocaba, no ano de 2017, 89 casos foram notificados. Já neste mês de janeiro de 2018, foram seis novos casos registrados. Segundo a enfermeira responsável pelo ambulatório de Hanseníase, Uiara Kaizer, a porta de entrada para procurar ajuda e tratamento é a Unidade Básica de Saúde. “Se a pessoa perceber sintomas como manchas na pele, que provocam formigamento ou dormência, o paciente deve procurar uma das 32 UBSs da cidade. Na unidade, o indivíduo passará por análise clínica, sendo constatado a suspeita, a UBS faz o encaminhamento para o Ambulatório de Hanseníase”, explicou Uiara.

 

A enfermeira também ressalta que a hanseníase é uma doença que atinge a pele e os nervos. Se a pessoa perceber algum dos sinais ou sintomas da doença, como manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas na pele com alteração de sensibilidade ou uma área da pele com falta de sensibilidade, sensação de formigamento, dormências, sensação de choques, fisgadas ao longo dos nervos dos braços e pernas. Ou até mesmo nódulos ou inchaços nas mãos e pés podem procurar a unidade de saúde mais próxima da sua residência. O tratamento é feito apenas pela rede pública de saúde e os medicamentos são fornecidos pelo Ministério da Saúde.

A dermatologista do Programa Municipal de Controle da Hanseníase, Dra. Sandra Quinilato, ressalta a importância da Campanha Janeiro Roxo, para que as pessoas tenham maior atenção sobre sintomas. “Na América Latina, o Brasil está em primeiro lugar com mais ocorrências da doença. Nessa campanha é preciso que a Hanseníase seja lembrada, pois se tornou uma enfermidade esquecida”, explicou a dermatologista. Segundo Sandra, a transmissão da doença é feita apenas por pacientes que não fazem o tratamento, por meio das vias respiratórias. “Após iniciado o tratamento, o paciente não transmite mais a doença. O tratamento varia de 6 meses a 1 ano, depois da cura o paciente realiza acompanhamento por cinco anos.

Nesse mês, UBSs organizaram ações para divulgação dos sinais e sintomas. As unidades receberam folders e panfletos para intensificar as informações sobre a Hanseníase e a importância do diagnóstico precoce. Fonte: www.sorocaba.sp.gov.br(30/01/18)

Fonte: www.sorocaba.sp.gov.br

comentários

Estúdio Ao Vivo