07 de novembro de 2019 às 07:26

Novo Boletim Epidemiológico traz dados sobre sarampo e dengue

Segundo a SES, o avanço dos casos de dengue em períodos sem chuvas é um fator de alerta para a possibilidade de novo

Crédito:Secom/Sorocaba

Um novo Boletim Epidemiológico foi divulgado pela Secretaria da Saúde (SES) ontem (6). O documento emitido e elaborado pela Vigilância em Saúde do município, traz dados referentes aos casos de arboviroses (dengue, chikungunya, zika e febre amarela) e sarampo.

De acordo com a SES, Sorocaba registrou 1.062 casos confirmados de dengue (905 autóctones, 107 importados e 50 indeterminados), 88 de chikungunya (79 autóctones, cinco importados e quatro indeterminados) e um caso importado de febre amarela, infectado na cidade de Cajati. Nenhum caso de zika foi registrado. Foi confirmado um óbito por dengue ocorrido em junho, sendo a paciente do sexo feminino de 54 anos, sem comorbidades.

Segundo a Vigilância Epidemiológica, a não interrupção de casos de dengue em períodos sem chuvas é um fator de alerta para a possibilidade de novo momento epidêmico no próximo período sazonal que será no primeiro semestre do ano de 2020. “O papel da Prefeitura de Sorocaba está sendo feito. Inúmeras ações são realizadas o ano inteiro, porém, a sensibilidade e conscientização do cidadão é essencial”, reforça o secretário da Saúde, Ademir Watamabe.

Índice larvário

O documento também traz a conclusão da última Avaliação Densidade Larvária (ADL) do município.O resultado foi de 1,1%, que indica sinal de alerta para infestação do mosquito Aedes aegypti na cidade. Houve redução do indicador em relação à última avaliação feita em julho, quando o índice era de 1,5% (alerta) e, também, em comparação aos meses de janeiro (4,4%) e abril (3,6%).

De acordo com a SES, os índices são classificados entre satisfatório (até 1%), alerta (acima de 1% até 3,9%) e risco (acima de 3,9%). A área com a maior quantidade de larvas de Aedes aegypti foi a região Centro-Norte, com 2,3% dos imóveis com larvas do mosquito. Em seguida, a região Noroeste, com 1,7%. As regiões Centro-Sul e Norte, tiveram índices de 1,2%. Já as áreas Sudoeste e Sudeste, apresentaram um índice abaixo de 1%.

A ADL é uma atividade de vistoria dos imóveis na cidade de forma amostral e que tem por objetivo quantificar a infestação de mosquitos em todas as áreas da cidade, além de mensurar a quantidade de recipientes existentes; quais os principais tipos de criadouros; quantos estavam com água parada, quantos tinham larvas de mosquito e, destes, quantos estavam com larvas do Aedes aegypti, transmissor das arboviroses, dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana.

 

Essa avaliação permite direcionar as ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti na cidade, concentrando as ações em áreas com maiores índices de infestação, determinando quais atividades serão realizadas, baseando-se nos recipientes e criadouros mais frequentes na área envolvida.

Sarampo

A Secretaria da Saúde (SES), por meio da Vigilância Epidemiológica Municipal, identificou 46 casos autóctones confirmados de sarampo em Sorocaba. Os casos estão distribuídos em todas as áreas do município e foram confirmados por exame laboratorial (sorologia). Dentre os confirmados, 26 (56,5%) casos são do sexo masculino e o maior número de casos é na faixa etária de 20 a 34 anos e menores de 4 anos.

De acordo com a Prefeitura de Sorocaba, a cidade atingiu cobertura vacinal de 95,06% em crianças com 1 ano e 100,11% em crianças entre 6 e 11 meses. A meta exigida pelo Ministério da Saúde é de 95%, com isso, a cidade supera meta exigida pelo Governo Federal aos municípios.

Segundo a SES, até o dia 20 de outubro, 7.149 crianças de 1 ano de idade foram imunizadas. Já em relação às crianças entre 6 e 11 meses de idade, um total de 4.639 receberam a dose da vacina. Sobre a segunda dose da vacina SCR (Sarampo, Caxumba e Rubéola), que deve ser aplicada em crianças com até 1 ano de idade, Sorocaba atingiu uma cobertura vacinal de 90,37%.

A partir do dia 18 de novembro, a vacinação está priorizada para adultos jovens não vacinados na faixa etária de 20 a 29 anos de idade. A imunização para este grupo encerrará no dia 30 de novembro, sábado, com a realização de um novo ‘Dia D’ nas 32 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A vacina é a melhor forma de prevenção contra a doença. Secom/Sorocaba

Fonte: www.sorocaba.sp.gov.br

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